TRABALHO E MATERNIDADE: COMO CONCILIAR?

Olá pessoal! Hoje vamos falar sobre trabalho e maternidade: como conciliar? Como vocês sabem eu fui mãe recentemente e estou adorando esse momento! Mas a hora de voltar ao trabalho, os conflitos entre vida profissional e pessoal, são inevitáveis não é mesmo? A psicóloga Vera Lúcia, minha mãe, escreveu pra gente com algumas dicas fundamentais, confira!

mãe e filha
Dra. Cintia com a mãe, Vera Lúcia e a filha, a pequena Yasmin.
O CONFLITO INTERNO

O cuidado, a proteção e a amamentação do bebê após o nascimento, são gestos de amor que favorecem a construção do vínculo afetivo entre mãe e filho. Um amor único, incomparável e indescritível! Rapidamente este ser tão pequenino passa a ocupar todo o tempo da mãe. Os dias correm, perde-se a noção das horas, pois acompanhar o desenvolvimento do bebê é muito gratificante.

Durante esse período, a mãe, que já trabalhava antes, começa a sentir um conflito interior com a chegada do fim da licença maternidade. Fica a dúvida entre ter que deixar o bebê e ir trabalhar, ou deixar o trabalho e ficar por conta da criança. Vem a culpa. Sim, mães se cobram muito e sentem muita culpa. Ela é rotineira e frequente, relacionada às mínimas coisas.

 

QUESTÕES A SE PERGUNTAR

Sobre a volta ao trabalho, é preciso que cada mãe se pergunte durante esse período:

Eu amava o que fazia?
Esse trabalho me deixava feliz?
Se deixasse de trabalhar, sentiria falta mais tarde, quando o bebê crescesse e saísse de casa um dia?

São considerações importantes e individuais, muito necessárias antes de se tomar uma decisão. Podemos salientar que algumas horas fora de casa podem fazer muito bem à mãe que busca se realizar na profissão também. Deixar o filho pequeno com alguém que cuide, ou em uma creche, não é tarefa fácil, mas com o tempo pode-se ver os benefícios de conciliar trabalho e maternidade.

Essa escolha pode fazer com que a mãe continue se realizando profissionalmente, sendo admirada pela pessoa amada, pelos amigos, pelos filhos, uma referência pra eles. O mundo fica maior pra essa mãe, no sentido de que encontra outras pessoas, se relaciona, está aberta a novas oportunidades de trabalho, tem assuntos variados, se arruma, se cuida! E isso é tão importante.

 

TRABALHO X CRECHE

Não se trata de comparar o salário que a mãe recebe e o salário que a babá cobra ou o preço da creche. É muito mais que isso! A mulher que trabalha se atualiza, está inserida no mundo e nas relações e se mantendo ativa para exercer sua função no mercado de trabalho. E se está insatisfeita com seu trabalho, também é um momento de fazer a mudança desejada, pois com planejamento, o sucesso é mais garantido.

De qualquer maneira, se optar por trabalhar, não se sinta culpada. Uma mãe feliz e realizada é muito mais saudável pra esse filho. Tem mais paciência e tempo de qualidade para os cuidados do bebê. E não é a quantidade de horas ao lado do filho, que importa, mas a qualidade desse tempo juntos.

 

A FRUSTRAÇÃO DO BEBÊ

Quanto ao bebê sentir falta da mãe, é fato que sentirá. Mas a criança precisa aprender a lidar com a frustração. Ninguém tem tudo o que quer a tempo e à hora em que desejar, pois a vida não é assim. Crianças que têm todas as vontades satisfeitas e não aprenderam a lidar com o “não”, com limites, acabam se tornando agressivas e violentas quando adultas, pois cresceram mal acostumadas e não aceitam serem contrariadas. Não aceitarão, quando adultos, o fim de um namoro, uma demissão no trabalho ou uma derrota do time.

 

PROFISSÃO MÃE

Quem decide viver exclusivamente por conta dos filhos e tem certeza de sua escolha, certamente conta com apoio de seu par. E é valorizada por isso. É inegável que a criança crescerá segura do amor que recebe, protegida e educada pela mãe. Mas esta opção de deixar o trabalho para cuidar do filho, não pode e não deve significar um sacrifício, pois no caso, a criança seria considerada a culpada pela renúncia da mãe.

É importante que seja uma decisão bem pensada, para que não haja arrependimentos futuros. O tempo não volta atrás para que se recuperem as oportunidades perdidas. E em caso de uma mudança de opinião tardia, é evidente que essa mulher se sentirá insegura em voltar a trabalhar, além de desatualizada também. São considerações importantes a serem levadas em consideração antes de qualquer decisão.

 

A FELICIDADE DOS DOIS

O mais importante é que o bebê seja amado, valorizado e reconhecido desde o nascimento. Que exista um clima de amor, de paz e tranquilidade a sua volta. Assim, na certeza de um amor incondicional, ele crescerá seguro de si, confiante, pronto para enfrentar os desafios da vida e ser feliz. Saberá que pode experimentar o novo, ousar, errar ou acertar, mas que contará sempre com esse amor. Assim as crianças crescem saudáveis, espontâneas e criativas. Porque só o amor constrói. E a felicidade da mãe também é muito importante. Realizar seus sonhos, não se anular, não se sacrificar tanto, pensar um pouco em si mesma, para que seja uma mulher mais plena, realizada, afetiva e leve.

 

A ADAPTAÇÃO

As crianças têm uma facilidade imensa de se adaptarem a situações novas. E eu posso garantir que a convivência com outras crianças da mesma idade, além de divertida e prazerosa, promove o desenvolvimento da criança de uma forma lúdica, natural e única. O preconceito em relação às creches está relacionado à culpa que as mães sentem como se estivessem abandonando ali seus filhos. E não é nada disso.

A criança terá um dia lúdico, ou seja, vai se divertir, interagir com outras crianças e aprender tantas coisas novas. Vai se desenvolver muito também. Há creches e creches, como tudo na vida, então visite com antecedência, conheça e escolha, pois vai te deixar mais segura sobre a sua decisão. Esperamos ter ajudado as mães a refletirem sobre essas questões que envolvem trabalho e maternidade. E nos colocamos a disposição para conhecer seus dilemas e ajudar a resolver seus conflitos 😉

 

Grande abraço!

Vera Lúcia
Psicóloga

 

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Maternidade x Vida profissional: como conciliar?

 

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