Alopecia: Entenda as causas e tratamentos indicados
Antes de ficar desesperada e preocupada com a alopecia ou queda de cabelo, você sabia que perdemos de 50 a 100 fios por dia? É normal, mas quando notamos a queda mais intensa é necessário procurar ajuda.
O que é?
Antes de prosseguirmos, você sabe dizer o que significa alopecia? Nada mais é do que o nome médico para queda de cabelo.
E existem vários tipos de alopecia, que pode ser provocada por fatores como: tração, ansiedade, micose, alterações hormonais, entre tantos outros.
Na queda de cabelo percebemos uma redução dos fios, que pode acontecer de maneira generalizada, de acordo com a causa ou doença que está provocando a situação.
A alopecia pode ser reversível (ou não) e pode deixar cicatrizes em alguns casos.
De acordo com a dermatologista Dra. Cintia Cunha, a queda de cabelo pode acontecer por conta de diversos fatores.
“É importante observar a quantidade de fios que está caindo, pois a maioria das quedas não acontecem exatamente no momento em que o fator desencadeante está ocorrendo. As consequências sobre a perda de cabelo podem aparecer três meses depois do episódio em questão”, disse.
A queda de cabelo pode estar relacionada com:
Estresse: fatores emocionais como o nervosismo e a ansiedade podem criar uma “bagunça” hormonal que prejudica, sim, a integridade dos fios e pode favorecer a queda de cabelo.
“Claro que um momento isolado de estresse não vai deixar você careca. Esse tipo de queda é reversível, desde que a causa seja tratada e eliminada”, contou a dermatologista.
Falta de nutrientes: com a pele o cabelo sofre quando fazemos uma alimentação pouco saudável.
A falta de nutrientes no organismo, como vitaminas, proteínas e minerais pode causar o enfraquecimento dos fios e, consequentemente, a perda de cabelo.
Sendo assim, busque ter uma boa alimentação para manter um cabelo forte, macio e brilhoso.
Falta de sono: a especialista comenta que existe uma relação da falta de sono com a piora da queda de cabelo.
“Noites mal dormidas podem afetar nosso sistema imunológico e, como o nosso cabelo é extremamente sensível a qualquer distúrbio interno, o sono ruim pode te fazer perder cabelo”, disse Dra. Cintia Cunha.
Hormônios: as alterações hormonais costumam interferir na queda dos fios, seja ela por uso ou interrupção de anticoncepcionais, período gestacional, menopausa, entre outros.
Vale sempre a pena acompanhar seus níveis hormonais com exames de sangue, junto ao seu dermatologista, para entender se eles estão contribuindo para sua queda de cabelo ou não, e fazer reposição quando necessário.
Tabagismo: as substâncias tóxicas presentes no cigarro também podem atrapalhar a saúde dos fios.
O cigarro interfere diretamente na circulação sanguínea e isso contribui para uma menor nutrição do folículo capilar.
Ou seja, os cabelos tendem a ficar sem vida, mais quebradiços e com tendência a queda.
Dermatite seborreica (caspa): com certeza você já ouviu falar que problema com caspa se intensifica no inverno, e isso é verdade.
A queda da temperatura provoca um ressecamento da pele do couro cabeludo e o aumento da produção da glândula sebácea e isso pode favorecer coceira e descamação no couro cabeludo.
De acordo com a dermatologista, banhos quentes e acúmulo de shampoo e condicionadores no couro cabeludo são fatores que podem intensificar a presença de dermatite seborreica (caspa) no couro cabeludo.
“É importante alertar que dormir com cabelo molhado ou prender o cabelo úmido após a academia também pode prejudicar a saúde dos seus fios”, complementou.
Micose: a micose no couro cabeludo não é tão frequente, mas pode acontecer, principalmente nas estações quentes e úmidas do ano.
A infecção pode provocar feridas e áreas de “pelada” no couro cabeludo. Precisa ser tratada o quanto antes porque pode se alastrar e ser contagiosa.
Agora que você entende alguns sinais para queda de cabelo, vamos bater um papo sobre alopecia.
Como acontece a alopecia?
Conforme mencionamos acima, alopecia é um termo para queda de cabelo. É quando acontece a queda dos fios.
Este problema pode ocorrer por diversos fatores, deixando cicatrizes (ou não), com feridas ou sem feridas, por questões hormonais, deficiência de vitaminas, entre tantos outros.
Toda alopecia precisa ser investigada, pois nem todas recuperam-se espontaneamente, sem tratamento. Por isso, estar atento aos itens a seguir é fundamental.
Como podemos tratar o problema?
De acordo com a organização internacional Alopecia UK, existem cinco tipos de alopecia.
E cada tipo exige uma conduta diferente com uma boa avaliação no consultório e eventuais exames do couro cabeludo e de sangue.
1. Alopecia areata
Alopecia areata é uma doença pode estar relacionada a fatores, como a genética e a participação autoimune.
Interferências emocionais, por exemplo, traumas físicos e quadros infecciosos, também podem desencadear ou agravar o quadro clínico.
A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) esclarece que a alopecia areata não possui nenhum outro sintoma fora a perda brusca de cabelos.
É importante destacar que não é uma doença contagiosa.
2. Alopecia androgenética
Alopecia androgenética, ou calvície, é a mais comum. A doença, que se desenvolve desde a adolescência, atinge homens e mulheres e faz com que, em cada ciclo do cabelo, os fios venham progressivamente mais finos.
Nas mulheres, a região central é a mais afetada pela alopecia androgenética e nos homens, as áreas mais prejudicadas são a coroa e a região frontal, as conhecidas “entradas”.
É uma doença genética, mas é possível tratá-la com o objetivo de controlar o processo e recuperar parte da perda de cabelo.
3. Alopecia cicatricial
O couro cabeludo é repleto de folículos responsáveis pela produção e secreção de substâncias oleosas (sebo).
Quando ocorre algum processo destrutivo nos folículos pilosebáceos, o couro cabeludo pode estacionar a produção dos fios permanentemente e originar cicatrizes nas áreas afetadas.
Este quadro clínico é definido pela medicina como alopecia cicatricial.
4. Alopecia por tração
A alopecia por tração, como o próprio nome diz, pode ser causada pelo uso constante de penteados repuxados ou até pelo hábito de arrancar os fios devido a problemas emocionais, como o estresse e a depressão.
O problema costuma provocar grandes falhas na região onde concentra a tração, deixando o couro cabeludo à mostra.
Em casos extremos a perda de cabelo pode ser permanente.
5. Eflúvio telógeno
Por fim, o eflúvio telógeno é caracterizado pelo aumento da queda diária de fios de cabelo. O eflúvio se divide em dois tipos: agudo e crônico.
O crônico, geralmente, está associado a algum evento que aconteceu três meses antes do início da queda, como, por exemplo, pós-parto, dietas muito restritivas ou uma cirurgia bariátrica.
Em contrapartida, a queda aguda pode estar associada a uma doença autoimune, anemia ou desnutrição, condições que precisam ser investigadas, tratadas ou controladas.